Em comentário sobre artigo do Wall Street Journal - não encontrei o original - http://noticias.terra.com.br/interna/0,,OI4363164-EI8177,00.html - li que a editora do periódico pede calma com o entusiasmo a respeito do Brasil - o que concordo - e cutuca Lula dizendo que o seu governo não foi responsável por nada e que colhemos as benesses de planos econômicos anteriores.
Ora, concordo que o país vive um relativo bom momento e que creditar isso a políticas recentes seria um erro bobo. Mas a partir de uma piada que fiz, construí minha opinião (já um pouco mais séria): Em se tratando de Lula, NADA é melhor que alguma coisa.
Buenas, há que se creditar na conta do Sr. Presidente uma inovação radical em termos latinoamericanos que é a estabilidade. Não inovar é inovador em termos de política econômica no nosso continente e, considerando-se uma conjuntura positiva, bastante benéfico.
Além disso, e daí o título deste post, atribuir comportamentos nacionais a uma única pessoa é reduzir a análise. É mais, é pensar que uma democracia funciona como um regime totalitarista, como uma ditadura. Muitos norteamericanos têm se manifestado contra o "totalitarismo socialista" do governo Obama e sua reforma de saúde. Pois bem, qual regime totalitarista tem propostas votadas por algo como 500 constituintes de uma bancada?
Pode-se argumentar que ao referir-se ao "governo Lula ou governo fulano" o foco é toda a equipe do presidente. Mas isso carrega uma mensagem liminar simplista. E, além do mais, o corpo de gestão de um governo é muito mais que a equipe do Sr. Presidente. Que o diga Barack e e seus "amigos" republicanos.
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