Simples, direto. Eu entendo o argumento de que há retorno, que o marketing esportivo avançou a níveis tais e que os jogadores valem o investimento para os clubes. Aceito isto para o caso dos fora-de-série (nem sempre no sentido técnico do esporte), realmente acredito que um Cristiano Ronaldo paga o valor do seu passe e do seu salário com venda de camisetas e outras rendas provenientes de sua imagem.
O problema é que é ele e mais meia dúzia. Mas são esses jogadores que criam uma onda inflacionária que leva atletas sem grande expressão (ou sem expressão alguma) a terem rendimentos mensais na casa dos 3 dígitos. E não é por sua "carreira curta", se perdeu qualquer lógica econômica no pagamento salarial do jogador médio de equipes de elite. Mas eles são importantes no sentido da equipe? Bom, o baiano que trabalha na GM em São Caetano também tem sua importância na montagem dos carros que por aí circulam, ainda assim ganha múltiplas vezes menos que executivos em cargos de decisão (talvez ganhe menos comparativamente do que mereça, mas esse não é meu objetivo de análise aqui).
Então, não, não há sentido nas folhas salariais de organizações esportivas, é meramente uma onda inflacionária irracional do mesmo tipo que causa catástrofes em sistemas econômicos. O mundo esportivo profissional ruma ao colapso. Espero que eu esteja errado.
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