Ministro da Fazendo do Brasil, deitado na cama de empáfia que tem tomado conta dos brasileiros em geral neste período pós-crise, fez algumas declarações muito interessantes. Sem nenhum conteúdo, é verdade.
É asqueroso esse comportamento de políticos brasileiros em se gabar de ter administrado o país durante a crise e ter saído com uma economia fortalecida e blá, blá, blá. Leiam indicadores, a América Latina inteira foi sub-afetada. Isso, e é se enganar tentar pensar em uma hipótese alternativa, é devido à marginalidade destes mercados no cenário mundial.
Agora o senhor este se acha no direito de propor um PAC para a Europa, para aumentar a competitividade, além dos ajustes fiscais. Genial! Como ninguém pensou nisso antes, sr. Mantega? Como ninguém na Europa pensou em elaborar um plano econômico (que na verdade não é mais do que uma idéia) impulsão à infraestrutura?
Me perdoem, mas este senhor não pode estar falando sério. Ou então ele acredito que o povo é ignorante o suficiente para comprar estes absurdos. Competitividade é um tema de suprema importância para a UE há mais de 30 anos. Framework Programmes, Fundos de Coesão, Fundos de Desenvolvimento Regional, Fundos, Fundos, Fundos. A Europa funciona como uma grande máquina de promoção à infraestrutura. E o Brasil é exemplo?
Thursday, May 27, 2010
Tuesday, May 18, 2010
Eu estava enganado
Pouco tempo atrás escrevi um artigo que será publicado pela FACEF Pesquisa sobre o EEE (Espaço Econômico Europeu) e a tendência de integração da região, gerando uma economia que num futuro próximo funcionaria como um único país, ou um Estados Unidos da Europa.
Me enganei. À parte de toda problemática de lidar com uma zona econômica com países em níveis de desenvolvimento econômico bastante distintos (ainda que se considerem todos "desenvolvidos") - o que é abordado pela União através dos seus fundos de convergência - há que se ressaltar o aspecto geográfico-cultural.
Eu não imaginava as barreiras que se interpõe entre os países, inclusive entre aqueles de raízes históricas similares (França, Portugal, Espanha, Itália). A diferença da língua, um nacionalismo arraigado e a discrepância entre costumes torna o fluxo de capital humano entre os países uma problemática aparentemente sem solução para as próximas décadas (ou séculos, veremos).
Um passo maior que as pernas. Talvez tenha sido isso que tenha ocorrido no Velho Continente.
Me enganei. À parte de toda problemática de lidar com uma zona econômica com países em níveis de desenvolvimento econômico bastante distintos (ainda que se considerem todos "desenvolvidos") - o que é abordado pela União através dos seus fundos de convergência - há que se ressaltar o aspecto geográfico-cultural.
Eu não imaginava as barreiras que se interpõe entre os países, inclusive entre aqueles de raízes históricas similares (França, Portugal, Espanha, Itália). A diferença da língua, um nacionalismo arraigado e a discrepância entre costumes torna o fluxo de capital humano entre os países uma problemática aparentemente sem solução para as próximas décadas (ou séculos, veremos).
Um passo maior que as pernas. Talvez tenha sido isso que tenha ocorrido no Velho Continente.
Ainda a Infraestrutura
"O Brasil tem cinco anos para evitar um apagão logístico, caso a economia cresça num patamar entre 4% e 5% ao ano."
E não é só isso. Como eu já havia comentado anteriormente, a carência de infraestrutura impede a descentralização (e conseqüente convergência econômica interregional) da capacidade produtiva, limita o fluxo turístico, infla as já sobrecarregadas regiões metropolitanas.
É evidente que a concentração geográfica de atividades produtivas irá se auto-regular de forma a gerar pólos de desenvolvimento, mas no Brasil (e é o caso de uma série de outros países, mas fiquemos com o caso do Brasil) o que temos é uma hiperconcentração que já resulta em deseconomias de escala (e deseconomias externas devido à sobreutilização do território e do meio-ambiente).
E não é só isso. Como eu já havia comentado anteriormente, a carência de infraestrutura impede a descentralização (e conseqüente convergência econômica interregional) da capacidade produtiva, limita o fluxo turístico, infla as já sobrecarregadas regiões metropolitanas.
É evidente que a concentração geográfica de atividades produtivas irá se auto-regular de forma a gerar pólos de desenvolvimento, mas no Brasil (e é o caso de uma série de outros países, mas fiquemos com o caso do Brasil) o que temos é uma hiperconcentração que já resulta em deseconomias de escala (e deseconomias externas devido à sobreutilização do território e do meio-ambiente).
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